Cracolândias no Brasil

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No Brasil, 97% dos municípios têm cracolândias, apesar de lei federal que proíbe o uso dessa droga porque causa dependência e prejudica cérebro, coração,pulmões e rins. “Adolescentes de 13 anos já fumam crack no Brasil”, denuncia o psiquiatra Pablo Roig, Diretor da Clínica Greenwood, referência no tratamento de dependentes de drogas no Brasil. ” É droga fumada até no narguilé por adolescentes, jovens e adultos em todas as classes sociais.Mais grave ainda:”A mortalidade entre usuários de crack é sete vezes maior que a mortalidade geral da população”, conclui pesquisa feita em São Paulo.

Psiquiatra Pablo Roig – Diretor da Clínica Greenwood

O autor de livros sobre drogas e professor de dependência na Argentina e na Espanha, psiquiatra Pablo Roig descreve os riscos do uso do crack:

  • crack é fumado e chega ao cérebro em oito segundos;
  • crack é droga que cria dependência já na primeira ou segunda vez;
  • adolescentes de 13 anos já fumam crack no Brasil;
  • a maioria dos dependentes, começou experimentando cigarro, bebida, maconha, cocaína e , depois, crack;
  • um dependente chega a fumar de 20 a 30 pedras de crack, por dia;
  • para conseguir a droga, dependentes revelam serem capazes de fazer qualquer coisa, inclusive roubar e se prostituir.

Na foto de Carlos Torres, publicada no livro “Guerra pela vida- A campanha da Jovem Pan contra as drogas”,a maior cracolândia do País,a da região da Luz, no centro de São Paulo, onde 1.500 dependentes- que abandonaram suas famílias – fumam, na rua, de 20 a 40 pedras de crack por dia, tomam pinga e fumam maconha. Cracolândia que aumentou a violência na região da Luz e em bairros próximos com assaltos e invasões de prédios residenciais e comerciais. Bairros que, antes da cracolândia, eram cartões postais da cidade.

Ivanildo José – Presidente da Casa Dia São Paulo

Pesquisa realizada com 700 dependentes de drogas na cracolândia da Luz, em São Paulo, pelo Presidente da Casa Dia São Paulo, Ivanildo José, confirma: “A maioria começou experimentando bebida na infância com parente; depois, maconha com colega; em seguida, cocaína com colega; e o crack, com colega ou namorada(o).”