Recuperação da dependência de drogas, mais difícil que uma maratona

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“Dependente de droga não tem de chegar ao fundo do poço para sua recuperação. Quando chegar ao fundo do poço, pode já estar morto.Como aconteceu com meus irmãos, de 28 e 32 anos”, alerta o paulistano Alexandre Araújo, que no mês que vem, outubro, comemora um recorde em recuperação no Brasil: 29 anos sem consumo das drogas que lhe custaram quatro internações: bebida,anfetaminas,maconha e cocaína.

Persistência, disciplina e estudos sobre sua doença, a dependência de drogas, têm evitado recaídas desde outubro de 1990.Há 29 anos, Alexandre valoriza a saúde,cuidando da alimentação e exercícios diários. Caminhadas pela cidade complementam seu esforço diário. E está em tão boa forma física que participou este mês, no dia 22 , de maratona na Argentina, “correndo 42 km em 3 Hs 45min e 44 segundos”

Competição tão difícil quanto o desafio que enfrenta desde 2015, quando se tornou Presidente do “Faces e Vozes da Recuperação”, movimento inspirado em iniciativa norte-americana para eliminar o estigma e a discriminação. Como Alexandre, aprendeu, “após a internação, o dependente ainda se sente peixe fora d’água e precisa de uma adaptação à sociedade.” E para vencer ,será necessário contar com a família e com amigos, aliados que o dependente só irá reconquistar ao reaprender viver sem drogas.