“Gestores que deixarem dependentes de drogas sem tratamento têm que ser responsabilizados”

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Aumento no número de suicídios e de cracolândias.Trágicos resultados em municípios que ignoram o sofrimento devastador das famílias de dependentes de drogas ao substituírem hospitais psiquiátricos por CAPS-Centro de Atenção Psicossocial-,e adotarem a Redução de Danos, que significa “NÃO intervir na oferta nem no consumo de drogas em usuários que não conseguem ou não querem interromper o uso”.Abandono e desassistência, denuncia o Secretário de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania, psiquiatra Quirino Cordeiro Júnior, em entrevista ao Diário Antidrogas. “É uma questão ideológica irresponsável, com Redução de Danos dominando nos CAPS. E que jogou os pacientes com transtornos mentais graves para debaixo das pontes, sarjetas, prisões e cemitérios ao eliminar vagas para internação – o Brasil tem apenas 1/3 de leitos psiquiátricos – e reduzir drasticamente o número de ambulatórios de Saúde Mental. Este é o legado da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial, que precisamos combater.”

Essas prefeituras, que continuam adotando Redução de Danos e CAPS, ignoram a nova lei em vigor e desprezam a opinião dos seus eleitores: “94% aprovam internação involuntária de dependente de droga, a pedido da família”, revelou pesquisa Datafolha um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro sancionar lei que autoriza a internação involuntária de dependentes que colocam em risco sua vida e a de terceiros, como os que estão em cracolândias. É a lei federal 13.840, de 5 de junho deste ano, que determina: “A internação de dependentes de drogas somente será realizada em unidades de saúde ou hospitais gerais, dotados de equipes multidisciplinares e deverá ser obrigatoriamente autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina – CRM do Estado onde se localize o estabelecimento no qual se dará a internação. (…)A internação involuntária perdurará apenas pelo tempo necessário à desintoxicação, no prazo máximo de 90 (noventa) dias, tendo seu término determinado pelo médico responsável.”

Gestores que não cumprirem a nova lei, a 13.840, deixando dependentes de drogas sem tratamento, precisam ser responsabilizados, defende o Secretário de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania. O psiquiatra Quirino Cordeiro Júnior, alerta para seis consequências gravíssimas do não tratamento com evidências científicas, portanto, eficaz, de dependentes de drogas:

  • “a dependência de drogas aumentou o número de suicídios no Brasil;
  • a dependência de drogas aumentou o número de doenças mentais graves;
  • a dependência de drogas aumentou o número de roubos e latrocínios, portanto, o número de presos;
  • a dependência de crack aumentou a mortalidade no Brasil;
  • a dependência de crack aumentou o número de cracolândias que já são registradas em 97% dos municípios brasileiros, segundo a Confederação Nacional dos Municípios;
  • a dependência de crack já ultrapassou o alcoolismo na solicitação de licença-saúde, representando ¾ dos afastamentos do trabalho.”

Resistência de estados e municípios, avalia o Secretário de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania,”que mantêm equipes técnicas ideologicamente irresponsáveis e que não se sensibilizam com a dor dos doentes.” E, portanto, fazem sofrer famílias, prejudicam escolas e empresas.