Zumbis do crack

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André Alves Fortuna no livro:
“Guerra pela vida – A campanha da Jovem Pan contra as drogas”

Cracolândia,
O fim do posso
O fim da posse
O fim do poço

Querer é poder
Mas parar, é impossível
Se você não tem amigos
Se você não tem família

Se o Estado não tem estado
Se o país não tem governo
Se o crack têm abreviado
A vida que virou seu desespero

A verdade sufoca
Porque o crack é assim
Um sufocamento constante
Uma constância sem fim

A droga se dá por meio da promessa
Quem sabe, de uma vida melhor
Mal sabe, quem a usa, arremessa
Sua vida para muito pior!

Codependentes, em sua maioria
Adquirem problemas de saúde
Permanentes eu diria,
E quem usa, pensa estar na plenitude

Seu lema deveria ser
Ninguém vai se salvar
Ninguém irá escapar
E com sua família irei acabar

Vejo isso no melhor dos casos
O pior seria um alguém abandonado
Esperando e roubando
Até que a vida o consuma

De que vida estamos falando?
Se o usuário não tem uma
Ele está se apressando
Para seu pé na cova, até que ele suma!

E se você não acredita em mim
Vá para uma cracolândia
E veja uma sujeira sem fim
Gente usando drogas noite e dia

E o que era gente vira zumbi
Os zumbis do crack
A posse da escravidão
O sofrimento

Que começou com um simples empurrão
Provavelmente de um falso amigo
Que disse que você ia voar
Mas você caiu no precipício!

Aquela promessa bem contada
Do futuro em conto de fadas
De quem vai ser descolado
De quem vai ser idolatrado

Tudo mentira!
Que veio com a sua permissão
Quando você menos perceber
Vai ver que você foi sua própria traição

Ao permitir que seu amigo
Lhe aplicasse uma injeção
Não de drogas, mas de sonhos
Dentro da drogadicção!

Portanto,
Se não quiser ter dores de cabeça
A resposta é simples
Simplesmente diga não!

Foto Carlos Torres