Internação involuntária, emergência para dependentes em risco

Espalhe essa notícia:

Sou contra o uso de droga pelas consequências graves à saúde, por ser causa de suicídio, cracolândias e violência em casas e nas ruas. Dependência de droga é definida como doença pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde. Portanto, para casos graves, o tratamento é com internação, até involuntária, como é para emergências como infarto, pneumonia, derrame, câncer e aids. Fatos que documento no livro “Guerra pela vida- A campanha da Jovem Pan contra as drogas”, que escrevi com coaching do mestre Edvaldo Pereira Lima e fotos de Carlos Torres, para o Instituto Jovem Pan. Publicação das editoras Triall e Sarvier.

Foto:Carlos Torres

Se o dependente estiver colocando em risco sua vida e a de terceiros, casos de cracolândias, tem de ser internado, até involuntariamente, em ala psiquiátrica de hospital público , como autoriza a nova lei em vigor no Brasil, a 13.840/2019, que define dependência como doença: “Internação involuntária: aquela que se dá, sem o consentimento do dependente, a pedido de familiar ou do responsável legal ou, na absoluta falta deste, de servidor público da área de saúde.(…) Será indicada depois da avaliação sobre o tipo de droga utilizada, o padrão de uso e na hipótese comprovada da impossibilidade de utilização de outras alternativas terapêuticas previstas na rede de atenção à saúde.”

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13840.htm

Pesquisas, especialistas e depoimentos de dependentes revelam que o uso de droga prejudica o cérebro, causando dependência, que significa vontade incontrolável e sempre aumentando a quantidade. Além disso, prejudica pulmões, coração, rins, pâncreas e fígado. Portanto, torna quem usa doente crônico, provocando sofrimento devastador à sua família, pelo estresse de ver quem ama sempre em risco. O tratamento, portanto, exige abstinência e participação da família.