Cracolândias e banalização do uso aumentam o número de dependentes de drogas

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Dependência de droga tem como causas hereditariedade, facilidade para o uso e aumento do poder viciante das drogas. Banalização do uso e cracolândias facilitam o acesso, aumentando o consumo e os problemas associados, explicam especialistas e dependentes em recuperação no livro “Guerra pela vida- A campanha da Jovem Pan contra as drogas”, que escrevi com coaching do mestre Edvaldo Pereira Lima, fotos de Carlos Torres e editado pelas editoras Triall e Sarvier.

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No livro,dependentes em recuperação sintetizam numa frase um padrão de atitude que vem de muitos, moças e rapazes de todas as classes sociais internados por dependência de bebida, de maconha, de cocaína, de crack,de ecstasy, de heroína ou de uma combinação de várias dessas drogas, senão de todas elas. Essa síntese é assim:

“Eu tenho uma doença marcada por quatro Cs: clínica, cadeia, cracolândia e cemitério. A droga causa uma vontade incontrolável de voltar ao uso, por isso se chama dependência. E por essa vontade se faz de tudo: rouba, se prostitui, abandona a família. A maioria dos meus colegas de uso já está no cemitério: morreu por overdose ou por dívida com traficantes. Outros estão na cadeia por roubo de carros e assaltos em saídas de bancos. Outros se perderam nas cracolândias. Eu consegui ir para uma clínica e estou aqui para contar como é ficar viciado em drogas. Minha doença não tem cura e para manter minha recuperação tenho de evitar os que usam, não frequentar bares ou festas onde há bebida, maconha e outras drogas. Sabe por quê? Um gole de cerveja poderá despertar minha memoria eufórica e eu ter vontade incontrolável de usar a minha última droga. Tenho de ficar sem bebida e outras drogas por toda a vida. Porque com drogas eu só perdi.”