URGENTE: Único remédio contra o alcoolismo não é mais produzido no Brasil.”Fato muito grave” define o Secretário Quirino Cordeiro Júnior que tem reunião com o Conselho Federal de Medicina

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O único remédio eficaz para a recuperação do Alcoolismo, o DISSULFIRAM, TAMBÉM CONHECIDO COMO ANTIETANOL, NÃO É MAIS PRODUZIDO NO BRASIL, PELO ÚNICO LABORATÓRIO QUE TINHA A PATENTE DESSE MEDICAMENTO, O SANOFI. “FATO MUITO GRAVE”, define ao Diário Antidrogas, o Secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, do Ministério da Cidadania, psiquiatra Quirino Cordeiro Júnior, que terá reunião , em Brasília, com o Vice-Presidente do Conselho Federal de Medicina, Emmanuel Fortes, para medidas urgentes. ” O BRASIL NÃO PODE PARAR A PRODUÇÃO DO DISSULFIRAM por ser o mais eficaz na recuperação do alcoolismo”, afirma o Secretário, na defesa de milhões de famílias de alcoolistas, que tem no Dissulfiram, a segurança de ter de volta com Saúde seu filho ou parente querido.

O Secretário Quirino Cordeiro Júnior está voltando de Viena, capital da Áustria, onde participou da 63a Sessão da Comissão sobre Narcóticos da Organização das Nações Unidas. As ações inéditas de sua Secretaria- prevenção, tratamento, reinserção social e assistência às famílias dos dependentes de drogas- foram destaques nesta importante reunião da ONU.

Vice- presidente do Conselho federal de Medicina

Alcoolismo é grave problema de saúde pública que as ações da Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas – SENAPRED -vem combatendo. Não há pesquisas recentes e a SENAPRED já está estudando a realização de novo levantamento, porque o estudo mais abrangente, o da Universidade Federal de São Paulo, coordenado pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira,é de 2012 e já alertava: “11 milhões e 700 mil brasileiros são alcoólatras ou abusadores da bebida.” Pesquisa que concluiu:”O álcool é a droga que mais gera violência familiar e urbana, e que contribui com cerca de 10% para a toda a carga de doenças no Brasil. Além disso, o consumo de bebida alcoólica é uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil.”

O laboratório SANOFI, que parou a produção do Dissulfiram, e único no Brasil que produzia o remédio, revelou ao Diário Antidrogas: “A Sanofi informou à Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em 14 de outubro de 2019, a DESCONTINUAÇÃO DEFINITIVA DA FABRICAÇÃO DO ANTIETANOL (DISSULFIRAM).”

Questionada, a ANVISA , responsável pela autorização de medicamentos no Brasil, causou grande preocupação em sua resposta: “NÃO HÁ SIMILAR OU GENÉRICO DESSE REMÉDIO.” E não respondeu à pergunta: por que autorizou à Sanofi “ a DESCONTINUAÇÃO DEFINITIVA do Dissulfiram”?

Quando a SANOFI informou à ANVISA| que ” em 14 de outubro de 2019, haveria  a descontinuação definitiva da fabricação do Antietanol® (Dissulfiram)”,  o Presidente da Agência era William Dib, nomeado por Michel Temer em 21 de setembro de 2018 com mandato até 21 de dezembro de 2019, como determina a lei que criou a ANVISA. LEI 9.782/ 1999 (governo Fernando Henrique Cardoso). A lei define a Agência como “autarquia especial, caracterizada pela independência administrativa, estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira.” TAMBÉM determina que a ” Agência atuará como entidade administrativa independente, sendo‑lhe assegurada, nos termos desta Lei, as prerrogativas necessárias ao exercício adequado de suas atribuições.”

William DiB foi o presidente da ANVISA QUE , no ano passado, TAMBÉM DEFENDEU A LIBERAÇÃO DA PLANTAÇÃO DE MACONHA NO BRASIL. Mas foi voto vencido.

William Dib foi substituído no governo Bolsonaro pelo médico Antonio Barra Torres.

Para os psiquiatras, a decisão da Anvisa representa o aumento dos casos de alcoolismo no Brasil e coloca em risco dependentes de álcool e suas famílias. E tem que ser investigado o motivo da permissão de parar a produção desse importante medicamento.

Psiquiatra Lucas Marchetti

O psiquiatra Lucas Marchetti , especializado no tratamento de dependência de álcool alerta: “ A descontinuação do Dissulfiram trará um impacto negativo grande na recuperação dos pacientes que têm dependência de álcool,doença com pouquíssimas opções para o tratamento.”

Psiquiatra Pablo Roig

A mesma avaliação é do psiquiatra Pablo Roig, diretor da Clínica Greenwood e professor de dependência química na Argentina e na Espanha. Os dois especialistas defendem que a comunidade psiquiátrica não pode aceitar a interrupção da produção deste importante medicamento, por ser o mais eficaz na recuperação do alcoolismo.

A ABEAD-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDOS SOBRE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS UNE-SE à Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas e publica Nota Oficial fazendo apelo ao ao Ministério da Saúde e à Anvisa, agência responsável por medicamentos no Brasil para “não permitirem que o Dissulfiram deixe de ser produzido e comercializado”. O remédio, explica a ABEAD é aprovado pelo FDA-Food and Drug Adminsitration, agência americana que aprova medicamentos nos Estados Unidos . No Brasil, utilizado desde 1951, é “o único que garante a abstinência e único bem tolerado pelo paciente” .

Eli

Portanto, a semana começa na Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, do Ministério da Cidadania e que está completando um ano, com reuniões do Secretário Quirino Cordeiro Júnior estudando com o Conselho Federal de Medicina solução urgente para este gravíssimo problema de saúde pública que coloca em risco a recuperação dos alcoólatras no Brasil.

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