Psiquiatra Pablo Roig: “Fumantes fazem parte do grupo de risco à COVID-19. Estudos chineses mostram nesse grupo incidência 14 vezes maior de pacientes graves”

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Artigo do psiquiatra Pablo Roig, CRM 24968 ***           

É uma pergunta frequente a que relaciona a COVID 19 com o hábito de fumar. É evidente que todo elemento tóxico que tenha como via de entrada o sistema respiratório, facilitará o agravamento da patologia que afete tais órgãos.

Maconha
Cracolândia, foto de Carlos Torres, publicada no livro “Guerra pela vida- A campanha da Jovem Pan contra as drogas”

Não me refiro só ao tabaco, senão a todas as drogas fumadas como o crack, a maconha, o hashis, os opiáceos, etc. Também devemos considerar algumas formas de consumir tabaco além do cigarro, como os eletrônicos, o narguilé e os charutos.

O tabagismo está relacionado a 80 patologias, muitas delas de alta letalidade, como quadros cardiovasculares, câncer, alterações do trato respiratório e acidentes vasculares cerebrais.

Recentemente verificamos uma diminuição no número de fumantes no Brasil de 40%, mas continua sendo motivo de preocupação para a saúde pública.

Neste momento em que enfrentamos uma pandemia de um agente que tem seu foco de ação no sistema respiratório, não podemos deixar de considerar os fatores que nos levam a classificar os fumantes como fazendo parte do grupo de riscoEstudos chineses mostram uma incidência 14 vezes maior de pacientes graves dentro desse grupo. Devemos ter em conta que formas aparentemente mais leves não são menos perigosas.

NARGUILÉ

Oimpacto do tabaco, o tempo de uso, a modificação do sabor e o resfriamento da fumaça, no caso do narguilé, não o inocenta de ter uma ação altamente tóxica, sendo que uma hora de seu uso, equivale a 100 cigarros e o ato de compartir o produto transforma-se num sério elemento de contágio.

O cigarro eletrônico vem acompanhado de essências que provocam inflamação pulmonar, transformando, seu meio propício para o agravamento do impacto do vírus no sistema respiratório.

O pulmão foi programado para receber ar e este conceito é mais válido que nunca, quando enfrentamos uma doença que impede este processo, levando em casos graves, à necessidade de respiradores externos.

O tratamento do tabagismo é difícil mas não impossível, principalmente agora que contamos com recursos multidiciplinares extremamente eficientes. 

ANIME-SE!!!

** PSIQUIATRA PABLO MIGUEL ROIG- especialista com experiência de 34 anos no tratamento de dependentes de drogas e Diretor Clínico da Clínica Greenwood. CRM: 24968
e-mail greenwood@greenwood.com.br