Na véspera do Dia das Mães, convido a uma visita à maior cracolândia do Brasil

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NA VÉSPERA DO DIA DAS MÃES, CONVIDO A CONHECER A MAIOR CRACOLÂNDIA DO PAÍS, LENDO O DEPOIMENTO DE QUEM JÁ TEVE FILHO NESSE INFERNO.

Fica na Luz, região de prédios residenciais, comerciais , museus e estações de trem.O que acontece nesta cracolândia, ninguém sabe exatamente, porque os traficantes , proibidos no Brasil, é que autorizam quem entra e quem conversa com os dependentes.

Cracolândia, retrato humilhante da dor devastadora de milhares de mães, que perderam os filhos para o crack e não terão o que comemorar neste domingo, Dia das Mães. COM A PALAVRA, MÃE DE DEPENDENTE QUE FOI DA CRACOLÂNDIA:

“Corremos de um lado para outro, vamos no CRATOD ( centro de tratamento de dependentes de drogas mantido pelo governo do Estado na região da cracolândia), que nos mandam para o Caps, chegando lá dizem que não podem fazer nada, aí começa o desespero, o medo e a dor. Não sabemos se nosso filho estará vivo ou não, no dia seguinte, diante do desespero ficamos doentes e descontroladas, na agonia de não saber o que fazer.

Eu ,como mãe de um dependente químico que já ficou na cracolândia, sei que o sofrimento das famílias é indescritível, a dor de nós, mães, é muito grande, chega a ser insuportável, principalmente pela falta de ajuda, das pessoas que poderiam nós ajudar.

Agora, então, com essa pandemia, nossa, só Deus para nos amparar. Se as pessoas que estão com saúde e no conforto do seu lar, estão preocupadas, imagine familiares com seus filhos na rua, sem nenhuma possibilidade de higiene, alimentação e tratamento. Sim TRATAMENTO, porque essa DOENÇA, tem muita gente que ainda pensa que é safadeza, mas é uma Grave doença que não deixa nem com que eles tenham o discernimento de querer se cuidar, precisamos quando podemos levá-los sem que queiram, e como já aconteceu comigo, depois de tratados eles nós agradece por não deixá-lo morrer.

Fico pensando, como estarão as pessoas que se encontram na cracolândia nessa época de pandemia. Chega a ser aterrorizante o que acredito que esteja acontecendo com todas essas famílias. Falo assim porque estou me colocando no lugar de todas, pois já passei por essa situação, com meu filho fora da época de pandemia, imagino agora! Que eles vão para a cracolândia sem cuidados, com certeza se contaminam, pois voltam sujos com roupas que, às vezes, pegam do lixo, que existe lá mesmo, porque vendem a do próprio corpo, às vezes descalços ou com chinelo velho e usados por outros dependentes, porque venderam os tênis que saíram.
E as famílias não tendo ajuda do governo, acabam recebendo esses dependentes, podendo se contaminar. Fora a angústia e o desespero que já é conviver com um dependente químico dentro de casa, muito de nós já doentes pela co-dependência estarão bem piores agora, com essa pandemia. Que Deus ajude a todos.”

CONHEÇO ESTA MÃE porque acompanhei seu sofrimento em internações do filho. Gastou sias economias para pagar o que a rede pública devia garantir: tratamento com recuperação . Publico, portanto, nesta véspera do DIA DAS MÃES, o depoimento que recebi por e-mail.Relato que vou enviar a deputados e vereadores cobrando respostas e responsabilidades para que seja cumprida em São Paulo a NOVA POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL, aprovada em 2017 por 70 entidades da sociedade civil, representando pacientes , familiares, gestores, profissionais de saúde, entidades acadêmicas e instituições científicas . PORTARIA criada para garantir aos pacientes, doentes mentais e dependentes de drogas, tratamento efetivo no SUS. Principalmente nesta epidemia da COVID-19.

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