Cracolândias enriquecem traficantes, humilhando famílias. A mulher que poderia acabar com esse sofrimento se cala em Brasília

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Foto: Carlos Torres no livro “!Guerra pela vida- A Campanha da Jovem Pan contra as drogas”

Artigo de Izilda Alves, Marly Lima,Regina Tortorelli e Miguel Tortorelli

Sofrer por amor. Dor que humilha. Tristeza profunda, que enfraquece esperanças. Ah, coração!!!A quem me refiro? Às mães com filhos nas cracolândias, onde pedras multiplicam o desespero. Inferno que sacrifica mães na maioria dos municípios brasileiros. Mãe de São Paulo com filho na cracolândia da Luz há 48 horas e que ninguém consegue tirar para levar para tratamento, me envia mensagem no WhatsApp: “Izilda, estou com o coração partido!!!” Medo que cresce, a cada dia, “Corremos de um lado para outro, vamos no CRATOD ( centro referência do governo do Estado de São Paulo para tratar dependentes de drogas e com endereço na região da cracolândia da Luz, a maior do Brasil). Mas no CRATOD nos mandam para o Caps, onde dizem que não podem fazer nada. Aí começa o desespero, o medo e a dor. Não sabemos se nosso filho estará vivo, ou não, no dia seguinte. Ficamos, então, doentes e descontroladas, na agonia de não saber o que fazer”.

Cracolândia. Vergonha nacional, que faz autoridades até evitarem usar essa palavra . Preferem “usuários de substâncias em situação de rua ”.

Cracolândias no Brasil onde o tráfico de drogas é proibido. No entanto, dependentes resgatados para internação em clínicas particulares contam que fumavam de 20 a 40 pedras de crack por dia, de segunda a domingo. Se o tráfico de drogas é proibido, quem produz e vende essa quantidade que rende milhões de reais, por mês? Só na cracolândia da Luz, traficantes lucram R$10 milhões de reais, por mês, denuncia pesquisa realizada este ano pela Universidade Federal de São Paulo. Gravíssima denúncia, mas ignorada por autoridade de Saúde e Segurança Pública em São Paulo, onde cracolândias continuam tomando ruas, praças e sob viadutos.

A mulher que tem poder para acabar com cracolândias, se cala em Brasília

Psiquiatra Maria Dilma Alves Teodoro, Coordenadora de Saúde Mental no Ministério da Saúde

O mais intrigante é o que acontece em Brasília. A MULHER QUE PODERIA TER SOCORRIDO ESTAS MÃES SOFRIDAS, SE CALA. É A PSIQUIATRA MARIA DILMA ALVES TEODORO, QUE DESDE O ANO PASSADO, COORDENA A SAÚDE MENTAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, PORTANTO, RESPONSÁVEL PELO TRATAMENTO DE DEPENDENTES DE DROGAS. ELA PODERIA TER FACILITADO O TRATAMENTO NOS HOSPITAIS DO SUS, ABRIR HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS E AMBULATÓRIOS PARA ATENDIMENTO URGENTE DESSES CASOS GRAVES. A LEI 13.840/2019 E A NOVA POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL AMPARAM ESSAS AÇÕES. MAS A DOUTORA MARIA DILMA PREFERIU CONTINUAR INVESTINDO EM CAPS, PORTANTO, NA REDUÇÃO DE DANOS, QUE PERGUNTA AO DEPENDENTE ATÉ D E CRACK SE ELE QUER TRATAMENTO. NA GESTÃO MARIA DILMA, HÁ SOMENTE 1.261 VAGAS PARA INTERNAÇÃO DE CASOS GRAVES DE DEPENDENTES DE DROGAS E DOENTES MENTAIS PELO SUS EM TODO O BRASIL!!!! NÚMERO DE VAGAS QUE NÃO ATENDE SEQUER A NECESSIDADE DE INTERNAÇÃO NA CRACOLÂNDIA DA LUZ, ONDE HÁ CERCA DE DOIS MIL NECESSITANDO DESSE ATENDIMENTO URGENTE .NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE.

DESDE 27 de abril, A DOUTORA MARIA DILMA NÃO RESPONDE A DUAS importantes instituições-Federação de Amor-Exigente e Federação Brasileira de Clínicas Terapêuticas Involuntárias – QUE ENVIARAM SOLICITAÇÃO para medidas urgentes nas cracolândias no Brasil, PRINCIPALMENTE, NESTES TEMPOS DA COVID-19. Até hoje, 12 de maio, a DOUTORA MARIA DILMA ALVES TEODORO , não respondeu, apesar do recebimento do e-mail ter sido confirmado no dia 27 de abril por sua assessoria de imprensa.

DE MARLY PARA MARIAS

Marly Lima, ativista antidrogas que acompanha mães de dependentes de drogas nas cracolândias

Maria em Brasília que ignora as milhares de Marias em todo o Brasil, com filhos nas cracolândias. Como escreveu em sua página do Facebook minha amiga Marly Lima , que acompanha mães de dependentes de drogas, “ Pra essas mães eu dou o nome de Maria. Maria que não desiste e que sempre acredita que seu filho ,um dia, não estará na cracolândia .”

E Marly continua: “.Sempre que vejo alguém em situação de rua logo penso que tem uma mãe chorando por aquele filho. Imagino uma mãe jogando um bocado de comida em sua boca, somente pra se manter viva na busca da recuperação daquele filho. Tenho a impressão de ver uma mãe com os olhos jorrando água, pedindo a Deus clemência pelo seu filho e se comprometendo, com mais uma promessa a ser paga com alegria, quando da recuperação do seu filho. Absoluta certeza de que por trás daquele ser que caminha desorientado pelas ruas tem uma mãe que está com os nós dos dedos esfolados de tanto bater de porta em porta pedindo ajuda. Pra você, mãe de dependente de droga, dedicamos o nosso respeito.””

SEM DÚVIDA, NOSSO RESPEITO E NOSSO AMPARO. AFINAL FAMÍLIA QUER FILHO COM SAÚDE, FUTURO E SEM DROGAS.

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