Mães em desespero, após Justiça manter a cracolândia da Luz, em São Paulo

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Artigo de Miguel Tortorelli(Presidente da Federação de Amor-Exigente) Regina Tortorelli( Coordenadora Regional Paulistana Norte da Federação de Amor-Exigente) e Izilda Alves (Consultora da FEAE).

Decisão judicial não se discute. Se cumpre. Mas a de hoje, negando o esvaziamento da maior cracolândia do País, a da região da Luz, em São Paulo, tornou mais distante a esperança de milhares de mães daqueles dependentes serem recuperados e voltarem para suas famílias. Desespero!!!

A cracolândia da região da Luz desafia leis e autoridades. No estado onde o governador João Doria sempre se posicionou contra o uso de drogas e no Brasil onde lei federal proíbe o tráfico, os traficantes desafiam governo federal e estadual vendendo drogas na rua onde criaram novamente a maior cracolândia do País. A venda de drogas é na frente de policiais, que têm ordem das Prefeitura de não reagirem. Pobres policiais que têm de renegar o juramento que fizeram de cumprir a lei em vigor no País. A feira livre das drogas pode ser vista no vídeo que recebemos em 8 de maio e nas imagens exibidas pela TV Record hoje em toda a sua programação. Um escândalo!!!!

E que droga é essa? Explica o psiquiatra que há 42 anos trata dependentes de drogas no Brasil, doutor Pablo Roig:

Psiquiatra Pablo Roig

“O crack desestrutura de tal forma o cérebro, que passa a ser prioridade para o dependente. Então, não tem sentido, como faz a Redução de Danos, perguntar se ele QUER parar o uso. Ele não vai querer parar porque , com o uso do crack, perdeu a capacidade de escolha.”

A senhora, doutora Erika Soares de Azevedo Mascarenhas justificou ser contra o esvaziamento da maior cracolândia do pais, afirmando: “as pessoas em situação de rua que frequentam a cracolândia já são assistidas”. Se assistidas significa tratamento, fica a pergunta: por que os dependentes continuam fumando crack nas ruas da Luz?

Cracolândia da Luz, centro de SP

Mães adorariam, doutora, que suas palavras ,de fato, fossem realidade em São Paulo. Mas o que encontram na rede pública- prefeitura e estado- pode ser resumido numa palavra: martírio: “Corremos de um lado para outro, vamos no CRATOD ( centro de tratamento de dependentes de drogas mantido pelo governo do Estado na região da cracolândia), que nos mandam para o Caps, chegando lá dizem que não podem fazer nada, aí começa o desespero, o medo e a dor. Não sabemos se nosso filho estará vivo ou não, no dia seguinte, diante do desespero ficamos doentes e descontroladas, na agonia de não saber o que fazer. O sofrimento das famílias é indescritível, a dor é muito grande, chega a ser insuportável, principalmente pela falta de ajuda, das pessoas que poderiam nós ajudar.”

Com todo o respeito, SENHORA JUÍZA, mas sua decisão, hoje, 14 de maio, causou IMENSA DESESPERANÇA para as famílias com dependentes nessa cracolândia, território de traficantes onde ninguém sabe o que acontece. Pais não podem entrar NESSA RUA se não houver autorização do tráfico! E a rede pública, doutora, ainda diz para essas mães: “Se ele (ela) não quer tratamento, não podemos fazer nada” Esse o NÃO TRATAMENTO QUE A PREFEITURA CHAMA DE ASSISTÊNCIA.

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