Psiquiatra Pablo Roig: “Tratar dependente de crack com Redução de Danos é extremamente ineficiente”

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“Tratar dependente de crack com Redução de Danos é extremamente ineficiente”, alerta psiquiatra que há 42 anos estuda e trata dependência química no Brasil. O doutor Pablo Miguel Roig CRM 24968, explica: “O crack desestrutura de tal forma o cérebro, que passa a ser prioridade para o dependente. Então, não tem sentido, como faz a Redução de Danos, perguntar se ele QUER parar o uso. Ele não vai querer parar porque , com o uso do crack, perdeu a capacidade de escolha.”

Cracolândia da Luz, no centro de SP, e a maior do país. Foto: Carlos Torres

O psiquiatra Pablo Roig adverte: “O Brasil é o recordista mundial no consumo de crack, concluiu pesquisa da Universidade Federal de São Paulo.” Fundador e Diretor da Greenwood, clínica referência no Brasil, na Argentina, nos Estados Unidos e na Espanha, ele classifica os dependentes de crack como grupo de alto risco para a epidemia da doença grave causada pelo novo coronavírus: “A COVID -19 representa risco de genocídio em cracolândias .O novo coronavírus ataca os pulmões mas nada está sendo feito por estes doentes gravíssimos, que já têm os pulmões prejudicados pelo crack, pela maconha e pelo tabaco, que fumam 24 horas de segunda a domingo nas cracolândias do País .”