” O bom rendimento escolar jamais pode ser associado ao uso de drogas”–Artigo da pedagoga Margaret Loureiro*

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“Quando pensamos em crianças, qual a primeira coisa que vem à sua mente? Brincadeiras, alegrias, travessuras, birras, carinho, atenção… Mas, infelizmente vou mostrar um outro lado da infância que não é nada agradável: as crianças andam se envolvendo cada vez mais cedo no mundo das drogas, num ritmo assustador.

O uso de drogas se tornou uma preocupação mundial, dos riscos que pode acarretar à saúde e por contribuir para o agravamento de diversos problemas sociais.

Isso se deu porque o consumo passou de forma ritualística em pequenas quantidades, para a produção e distribuição em larga escala como um produto comercial (Brusamarello, Sureki, Borrile, Roehr & Alves Maftum, 2008).

O consumo desenfreado se torna nocivo, quando ocorre a despeito dos problemas sociais, psicológicos ou físicos que podem ser gerados.

No Brasil, o uso de substâncias psicoativas aumentou nos últimos anos. Fato preocupante é que, além desse aumento, o consumo tem se iniciado cada vez mais cedo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) a define como qualquer substância natural ou sintética que, administrada por qualquer via no organismo, afeta sua estrutura ou função (Sanceverino & Abreu, 2004).

As crianças estão fazendo uso de substâncias psicoativas cada vez mais cedo e esse consumo já é expressivo (Bezerra, 2004; Campos & Ferriani, 2008; CEBRID, 2006; Neiva-Silva, 2008).

Segundo estudos , as drogas mais utilizadas na faixa etária de 10 a 12 anos são álcool, tabaco e maconha.

O álcool aparece com grande frequência de uso na população infanto-juvenil e possui um consumo equivalente entre o sexo masculino e feminino.

Na população infantil, verifica-se que é elevado o número de crianças em situação de rua, que faz uso de substâncias psicoativas (CEBRID, 2004; Moura, Sanchez, Opaleye, Neiva-Silva, Koller & Noto, 2012).

Foi observado que estudantes consomem menos psicoativos, do que crianças e adolescente com o comportamento de frequentar ou permanecer em situação de rua, onde estão mais vulneráveis. E esse comportamento ocorre independente da convivência com a família estar, ou não, preservada.

O uso de drogas nessa população pode estar relacionado a diversos comportamentos de risco, atentando contra a saúde e a vida do indivíduo.

Entre esses comportamentos, estão o envolvimento em brigas, intoxicação após o uso e prática de roubos (Nascimento, 2009).

Além das consequências psicossociais, o uso de drogas pode acarretar danos em funções neurológicas, prejudicando o desempenho escolar e pode expor a um maior risco de dependência química na idade adulta (Pechansky, Szobot & Scivoletto, 2005).

Diante de um fenômeno que produz consequências para o sujeito e a sociedade, é necessário pensar sobre o consumo de substâncias psicoativas por criança, em condição peculiar de desenvolvimento.

Segundo Moura et al. (2012), a frequência escolar é inversamente proporcional ao uso pesado de droga, e o compromisso escolar poderia reduzir o envolvimento da criança e do adolescente com a cultura de rua.

Muitas crianças, que são usuárias de algum tipo de droga, relatam as dificuldades encontradas em aprender e gostar de estudar. As dificuldades na leitura e na escrita.

Quando pensamos, como essas crianças se envolveram com as drogas? Essa resposta é fácil, os amigos aparecem como facilitadores do primeiro consumo.

(Broecker e Jou, 2007) afirmam que, entre o grupo de usuários de drogas, a grande maioria apontou que as drogas ilícitas foram oferecidas por amigos e que o consumo se dá no grupo.

O grupo de amigos exerce uma grande influência sobre o comportamento da criança, que ainda está em fase de formação de seus valores.

Muitas crianças relatam, que as atividades realizadas com os amigos, são brincar, jogar bola, usar drogas e vender tal substância.

Um fator, também muito importante que pode estar associado ao consumo de drogas por crianças é a vivência de rua, onde muitas crianças ficam na casa de traficantes.

Nas ruas, as crianças têm uma sensação de falsa liberdade, achando que podem fazer de tudo sem estarem vigiadas. Na rua ,não há regras, nem horários e é possível fazer o uso de substâncias psicoativas sem a coerção da família.

COMO AS DROGAS AFETAM A ATIVIDADE MENTAL

Um bom e elevado rendimento escolar, jamais pode ser associado ao uso de drogas, pois uma coisa não combina com a outra. Nem a considerada (pelos alunos) inofensiva maconha, estaria nesta premissa.

Muito pelo contrário, drogas e bom aproveitamento escolar, são inimigos eternos e permanentes.

Alunos que estão envolvidos com drogas, são portadores de sérios problemas pessoais, psicológicos, neurológicos, problemas na sua vida de relação e na vida escolar.

AMANHÃ, ARTIGO DA PEDAGOGA MARGARET LOUREIRO ALERTA: ” Drogas afetam nossos alunos de maneira agressiva e devastadora, afastando-os dos estudos. Sua memória vai sendo cada vez prejudicada pelos efeitos das drogas.”

PEDAGOGA MARGARET LOUREIRO, autora do E_Book “Como desenvolver metodologias criativas e inovadoras na sala de aula” Professora com mais de trinta anos de experiência (Fundamental I), palestrante, escritora e personal & professional coaching pela SBCoaching e mãe.Tem formação em pós-graduação em Neuropsicopedagogia, especialização em Neuroaprendizagem, Contexto das Deficiências na Educação e em Neuropsicologia, curso em TDHA Avaliação e Intervenção.Especialista em Metodologias para Aprendizagens Ativas, Recursos Multifuncionais e Novas Tecnologias na Sala de Aula. https://ensinotec.com/ebook-com