Drogas:doença, preconceito e perdas, nova série no Diário

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Inicio hoje uma nova série

Inicio hoje a série “Drogas: doença, preconceito e perdas.”

Marly Lima conta a primeira história.

Marly tem a delicadeza de se importar com o sofrimento de pessoas que conhece nas ruas , na igreja que frequenta, no bairro onde mora, na Zona Norte de São Paulo. Na história que Marly conta hoje , o retrato cruel das consequências ignoradas pela Prefeitura de São Paulo ao manter cracolândia, maldição que filhos de dependentes , como Luciane, nesta história, vão sofrer por toda a vida.

Cracolândia do centro de SP. Foto de Carlos Torres, publicada no meu livro “Guerra pela vida- A campanha da Jovem Pan contra as drogas”

MARLY LIMA DENUNCIA: ” Os rótulos das drogas.

“Conheci Luciane.
Sua mãe era dependente química, morreu muito jovem no meio da cracolândia.
Luciane não conheceu seu pai, na verdade, nem sua mãe sabia quem a havia engravidado.
Luciane foi criada na casa dos avós com vários tios e primos.
Por toda sua vida sentiu o peso do rótulo de filha de drogada, filha de noia e etc…
Qualquer deslize, e as broncas vinham acompanhadas da frase: essa será igual a mãe!
O esforço pra ficar longe do rótulo, causou uma depressão profunda.
Hoje, casada e com uma filha ,ainda não consegue encontrar a alegria.
Sente a todo instante o peso da cobrança.
O relato da Luciane me leva a pensar sobre o peso dos rótulos, sobre as cabeças de vários dependentes que estão tentando manter a cabeça fora da água.
O julgamento é cruel e não ajuda na recuperação desses doentes. ”

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