Preconceito afasta parentes e amigos de famílias com dependentes

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Preconceito afasta parentes e amigos de famílias com dependentes. Tema hoje de Regina Tortorelli e do psiquiatra Pablo Miguel Roig na série DROGAS: DOENÇA, PRECONCEITO E PERDAS.

Psiquiatra Pablo Roig, sócio fundador da Clínica Greenwood, referência no tratamento de dependentes de drogas no Brasil, na Argentina, nos Estados Unidos e na Espanha

Série que iniciei ontem no Diário Antidrogas com o depoimento de Marly Lima, “Os rótulos das drogas”, que já está com 17 compartilhamentos no Facebook.

Convido para ler o testemunhos de Regina e do dr. Pablo e se concordar, por favor, divulgar para os seus parentes e amigos.

“Quando o filho usa droga, os pais perdem o chão, perdem a vontade de viver. E a esperança na vida só volta depois com a pessoa parando de usar. Mas isso demora. E nem sempre acontece. De cada dez, um se recupera ! E a maioria tem sequelas por toda a vida.” Sofrimento “devastador que Regina Tortorelli, Coordenadora  Regional Paulistana Norte da Federação de Amor-Exigente, testemunha ao atender, por mês, três mil famílias de dependentes , de todas as classes sociais, em São Paulo. “É desolador!”, define ao revelar que também viveu esse pesadelo com dois dos seus três filhos. “ Não foram dias. Foram anos  de  sofrimento!”

O desconhecimento da doença dependência de droga causa o preconceito. O Ministério da Saúde nada faz para esclarecer a população com campanhas de prevenção nos meios de comunicação.

Cracolândia no centro de SP, a maior do país. Foto: Carlos Torres

Prefeitos autorizam cracolândias , cultivando esse sofrimento devastador nas famílias. Além de adotarem Redução de Danos nos CAPS, primeiro local de atendimento para dependentes na rede pública . O método Redução de Danos significa perguntar ao dependente, até de crack, se ele quer tratamento. A maioria não aceita e volta para a cracolândia. E o Ministério da Saúde não reage e sequer cumpre o que determinam normas em vigor que ordenam criação de vagas psiquiátricas em hospitais do SUS, criação de hospitais psiquiátricos com equipes especializadas no tratamento de dependência de drogas. Afinal, a lei sobre drogas mais recente, a 13.840 /2019 autoriza internação de dependentes involuntários quando estão colocando em riscos suas vidas e a de terceiros. Como faltam vagas no SUS, as famílias perdem os filhos para as cracolândias..Os grandes aliados das famílias nessa estrada de espinhos continuam sendo, portanto, os grupos de mútua ajuda como o Amor – Exigente, os Narcóticos Anônimos, a Cruz Azul no Brasil e a Pastoral da Sobriedade .

Quem pode desenvolver a dependência de droga?A Ciência ainda não tem uma resposta definitiva. Portanto, EXPERIMENTAR droga significa risco para desenvolver doença gravíssima e colocar em maldição toda a família que será abandonada pelos parentes e amigos por medo dessa doença chamada dependência de drogas, já epidemia no país. Doença , explica o psiquiatra Pablo Roig, “que altera humor, memória, percepção e estados emocionais. Doença que necessita de tratamento médico mas como não faz parte do currículo de faculdades de Medicina ainda é carregada de preconceito porque o uso das drogas, tanto lícita como ilícitas, vem acompanhado de ruptura de regras e normas de interação social. “.

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