Sem dó nem piedade, na série “Drogas: doença, preconceito e perdas”

Espalhe essa notícia:

Dói ouvir: “Mãe de drogada!” Frase que se usa sem dó nem piedade quando se refere a mãe ou familiar de dependente de droga . É chocante esse desrespeito contra familiares de dependentes de drogas na maior cidade do país, São Paulo.

Marly Lima

É o que a série DROGAS: DOENÇA, PRECONCEITO E PERDAS está denunciando no Diário Antidrogas. Hoje, Marly Lima revela a agressividade e o desrespeito causados pela falta de informação de que o uso de droga causa doença grave. Mais preocupante ainda: a Ciência não tem resposta definitiva sobre quem pode desenvolver a dependência. Portanto, EXPERIMENTAR droga sempre significa risco para desenvolver dependência de drogas, já epidemia no país.

COM A PALAVRA MARLY LIMA, QUE tem a delicadeza de se importar com o sofrimento de pessoas que conhece nas ruas , na igreja que frequenta, no bairro onde mora, na Zona Norte de São Paulo e em suas viagens de metrô pela cidade.

Dói ouvir: ”Mãe de drogada!”‘

”Uma mãe que perdeu sua filha, tragicamente, para as drogas, me contou que quando andava pelo bairro com a filha, ouvia sussurros e olhares desviados.Quando entravam no supermercado o segurança ,discretamente, seguia sua filha.Agora, após a morte da filha, quando anda pelo mesmo bairro, sozinha, as pessoas param para perguntar sobre os detalhes da tragédia, e, sempre terminam a frase afirmando que por ser ‘drogada’, ela não teria outro destino.Um dia uma senhora a parou e perguntou se ela era a mãe da moça drogada que havia sido assassinada. Pronto! Agora ela tem o rótulo de mãe de moça drogada.Antes ,ela era simplesmente a mãe de uma filha, cujo o nome ela e o marido haviam escolhido.Ao luto ,somou- se a crueldade dos rótulos.

”CONVIDO PARA LER TAMBÉM NESTA SÉRIE:

“Preconceito afasta parentes e amigos de famílias com dependentes, por Regina Tortorelli e o psiquiatra Pablo Miguel Roig

Marly Lima

e “Os rótulos das drogas”, de Marly Lima.