Dependência de droga: dr. Pablo Roig explica o que fazer quando o dependente não aceita tratamento

Espalhe essa notícia:

Psiquiatra Pablo Miguel Roig, presidente do Instituto Greenwood- Centro de Ensino e Pesquisa, fundador e Diretor da Clínica Greenwood, especializada no tratamento de dependentes e referência no Brasil, na Argentina, nos Estados Unidos e em Portugal.

Geralmente os pacientes fazem uso da negação como mecanismo psicológico de enfrentamento das dificuldades provocadas pela doença. Também responsabilizam os outros pelos seus fracassos, projetando as dificuldades e consequências geralmente na família. Sabemos que esta solução espúria é ineficiente para lidar com o problema, só posterga a solução. Em média, nossos pacientes demoram de cinco a oito anos para procurar tratamento específico, apelando a pseudotratamentos que não observam a total abstinência como programa terapêutico.

Quando a situação é crítica, com risco para o dependente, família e terceiros, a internação involuntária tem o objetivo de proteger o paciente e todos que convivem com ele. O que deve ser feito é oferecer inicialmente ajuda para aceitação espontânea, implicando a participação de quem tenha influência sobre ele e solicitar a colaboração, para orientação, de grupos de ajuda mútua como o Amor Exigente.”