Mãe pede ao Prefeito Bruno Covas:“Dependentes na cracolândia precisam de internação, porque são doentes graves!”

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Só Deus para nos amparar”, chora mãe ao descrever o que sentiu quando o filho trocou a família pela cracolândia da Luz, no centro de São Paulo: “Como mãe de um dependente químico que já ficou na cracolândia, sei que o sofrimento das famílias é indescritível. A nossa dor é muito grande, chega a ser insuportável, principalmente pela falta de ajuda, das pessoas que poderiam nos ajudar.” Falta de assistência e preconceito contra as famílias, que me obriga a não citar o nome e o sobrenome desta mãe, que eu conheço e que entrevistei como entrevistei o filho, que revelou: “Minha dependência de droga deixou minha mãe e meu pai doentes. Minha mãe tem  Retocolite(doença que causa hemorragia, cólicas e febre) ; meu pai foi afetado física, mental e espiritualmente.”

Prefeito Bruno Covas. Foto: Agência Brasil

Esta mãe faz um apelo ao PREFEITO BRUNO COVAS E À EQUIPE DE SAÚDE MENTAL DA PREFEITURA: “Os que estão em cracolândia precisam de TRATAMENTO!!!! Porque ´são doentes!!!Eles têm uma DOENÇA GRAVE ,que não deixa eles terem o discernimento de querer se cuidar. Precisamos interná-los, sem que queiram. Porque como já aconteceu comigo, depois de tratados eles nós agradecem por não deixá-los morrer. ”

Ela descreve como “via crucis” buscar tratamento na rede pública de Saúde em São Paulo: “Corremos de um lado para outro, vamos no CRATOD ( centro de tratamento de dependentes de drogas mantido pelo governo do Estado na Luz, região da cracolândia), que nos mandam para o CAPS. Chegando lá dizem que não podem fazer nada, aí começa o desespero, o medo e a dor. Não sabemos se nosso filho estará vivo ou não, no dia seguinte, diante do desespero ficamos doentes e descontroladas, na agonia de não saber o que fazer. ”

É que nos CAPS, centros da Prefeitura que determinam o tratamento de dependentes de drogas, somente se indica internação SE o dependente aceitar. E se estiver na cracolândia, a família tem de levar ao CAPS. MÉTODO conhecido como Redução de Danos, que tem como objetivo “ estabelecer ações para o estímulo à adoção de comportamentos mais seguros no consumo de drogas que causem dependência” massem, necessariamente, intervir na oferta ou no consumo”. Redução de Danos até para pessoas que a droga transformou em quem não hesita em colocar em risco terceiros para conseguir pagar a próxima pedra de crack.

Ilustração do novo coronavírus criada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças

NO SEU DEPOIMENTO, mais sofrimento, Prefeitura, com a pandemia causada pela COVID-19: “Fico pensando, como estarão as pessoas que se encontram na cracolândia nessa época de pandemia. Chega a ser aterrorizante o que acredito que esteja acontecendo com todas essas famílias. Falo assim porque estou me colocando no lugar de todas, pois já passei por essa situação, com meu filho fora da época de pandemia, imagino agora! Eles vão para a cracolândia sem cuidados, com certeza se contaminam, pois voltam sujos com roupas que, às vezes, pegam do lixo, que existe lá mesmo, porque vendem a do próprio corpo e,  às vezes descalços ou com chinelo velho e usados por outros dependentes, porque venderam até os tênis que usavam quando saíram.”

VOU REPETIR O APELO DESTA MÃE AO PREFEITO BRUNO COVAS E À EQUIPE DE SAÚDE MENTAL DA PREFEITURA: “Os dependentes que estão na cracolândia precisam de internação, mesmo que não aceitem, porque são doentes graves!”

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