PL da maconha,o 399/2015, ignora o Conselho Federal de Medicina

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O Projeto de lei da maconha, O 399/2015, que será votado dia 17 de Maio em comissão da Câmara dos Deputados, ignora o Conselho Federal de Medicina.

O CFM edita normas para definir o caráter experimental de procedimentos médicos, autorizando ou proibindo a sua prática.

“Para ampliarmos este uso, teremos de avaliar mais estudos que comprovem a eficácia e segurança do medicamento.”Doutor Salomão Rodrigues, Diretor do CFM

Em reunião na Câmara dos Deputados sobre o PL399/2015, em novembro de 2019, o Diretor do CFM, doutor Salomão Rodrigues, alertou: “Para ampliarmos este uso, teremos de avaliar mais estudos que comprovem a eficácia e segurança do medicamento.” E informou: “APENAS UM medicamento com canabidiol (maconha) teve uso autorizado pelo CFM na Resolução CFM nº 2.113/14, que aprovou o uso compassivo do canabidiol para o tratamento de epilepsias da criança e do adolescente refratárias aos tratamentos convencionais”. USO COMPASSIVO SIGNIFICA “tratamento, ainda não totalmente avaliado, destinado a doentes que não têm outras opções”.

PL399/2015 que será votado no dia 17 de maio em Comissão da Câmara dos Deputados

Mas o PL 399/2015 IGNOROU O CFM E AUTORIZA NO ARTIGO 20 ‘MEDICAMENTOS CANABINOIDES, PRODUZIDOS E COMERCIALIZADOS EM QUALQUER FORMA FARMACÊUTICA”:”Art. 20. OS MEDICAMENTOS canabinoides poderão ser produzidos e comercializados em qualquer forma farmacêutica.”Parágrafo único: “NÃO HAVERÁ restrição quanto aos critérios para a prescrição de medicamentos canabinoides, desde que seja feita por profissional habilitado e com anuência do paciente ou responsável legal.”

“Novamente, o parecer de profissionais da saúde mental e neurologistas em geral é olimpicamente ignorado.” Psiquiatra Pablo Roig

Como avalia o psiquiatra Pablo Roig, que há 42 anos estuda os graves efeitos das drogas e trata dependentes de drogas em sua clínica Greenwood, em São Paulo,”novamente, o parecer de profissionais da saúde mental e neurologistas em geral é olimpicamente ignorado. E com motivos espúrios,pretende-se intoxicar mais a nossa sociedade com um produto claramente destrutivo. A quem interessa essa liberação? Por que se faz o uso do dinheiro público para obter sua aprovação?”

#PL399NÃO