“PL399:aprovar o uso da maconha será uma catástrofe, como já é na minha família”,protesta com lágrimas mãe, em carta ao Presidente da Câmara

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O aniversário de 18 anos,hoje, será sem festa. Pela primeira vez, sem família e sem amigos. Vai ser numa clínica. Não pela pandemia. Mas por causa da grave doença da jovem por dependência que começou com maconha e, depois, cocaína, com internação que se prolonga há cinco meses. “Confesso que quase morri de tanto desgosto e tristeza. Mas para salvar a vida dela eu internei involuntária, pois não aguentava mais aquela situação”, chora a mãe, Maria Teresa de Oliveira, ao contar sua história na campanha FAMÍLIAS CONTRA O PL399 POR TORNAR MACONHA DROGA INOFENSIVA AO AUTORIZAR PLANTAÇÃO E USO ATÉ EM ALIMENTOS.” A família Oliveira, em Minas Gerais, é uma das milhões no Brasil que temem as consequências do PL399, aprovado em 8 de junho por apenas 17 dos 513 deputados da Câmara, em Brasília. PL que autoriza plantar maconha em todo o país para uso na produção até de alimentos e que necessita de nova votação, que devera ser ou no plenário pelos 513 deputados ou no Senado .

Presidente da Câmara, deputado Arthur Lira

Em carta ao Presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, esta mãe protesta com lágrimas:“É horrível! Os deputados que aprovaram o PL399 não pensam na dor de uma mãe vendo sua filha morrendo por uma substância mortal . Porque maconha, de bom não tem nada.Acho que a liberação será uma catástrofe. Eles dizem que maconha é remédio MAS isso tudo é um imenso engano porque ela destrói, mata!”

Maconha que mudou de festa para sofrimento o 19 de junho na família Oliveira. “Uso iniciado aos 15 anos com colega de escola. Minha filha, que era uma menina carinhosa, sempre íamos à igreja, de repente se transformou. Ela foi se afundando , reprovou na escola, foi ficando revoltada, ia pra rua, deu muitíssimo trabalho. E quando eu descobri, já estava na cocaína. Ela já quase não comia, ficava muito brava, revoltada, ficou muito ficou doente,,era terrível!”

Sofrimento que a mãe compara com a “dor da morte. Só quem passa sabe. Eu e as irmãs dela choramos lágrimas de sangue. É um sofrimento sem fim você ver um filho morrendo aos poucos. Mas eu não desisti. Busquei primeiro força em Deus e em Nossa Senhora Aparecida. Depois, nas reuniões do Amor-Exigente, que é uma força maravilhosa! Participo online quase todos dias.”

Separada, a mãe, trabalha até hoje. Para pagar a clínica, conta somente com a ajuda das duas outras filhas.Ela tentou fugir duas vezes. Mas eu falei muito sério com ela . Então ,ela se acalmou graças a Deus. Mas ainda não tem data para ter alta.”

A mãe pede para não ter fotografia publicada por temer o que a maioria das famílias de dependentes sofre: preconceito e para não prejudicar as duas outras filhas.