Carta aberta defende participação de mães na política antidrogas

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Carta aberta ao Secretário de Saúde de SP, Doutor Jean Gorinchteyn, e aos secretários municipais paulistas, defendendo a participação de MÃES na elaboração de políticas antidrogas

Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Doutor Jean Gorinchteyn,

Em nome das mães e das famílias, eu e Regina Tortorellii, solicitamos ao Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Doutor Jean Gorinchteyn, e aos secretários dos municípios paulistas, especial atenção às gravíssimas consequências da EPIDEMIA CAUSADA PELO USO DE DROGAS.

Regina Tortorelli

Para colaborar com os senhores, fazemos uma proposta objetiva: OUVIREM MÃES EM REUNIÕES para compreenderem as gravíssimas consequências nas famílias causadas por cracolândias e pela banalização do uso de drogas em São Paulo.

Izilda Alves

PORQUE SÃO AS MÃES, Senhores Secretários, que ficam com os filhos dependentes e lutam por tratamento, com recuperação, e enfrentam enormes dificuldades na rede pública que adota, na maioria das cidades, Redução de Danos. Política que somente trata SE o dependente aceitar “SEM NECESSARIAMENTE INTERVIR NA OFERTA OU NO CONSUMO”.

Cracolândia, Foto de Carlos Torres

SENHORES SECRETÁRIOS, É UM GRANDE ESTRESSE QUE TORNA MÃES DOENTES TAMBÉM. Nos depoimentos, o sofrimento devastador que a dependência de filhos causa:

“Já não durmo mais sem calmante. Preciso de antidepressivos e ansiolítico, para me acalmar. Já não tenho mais vida própria e nem alegrias. No início tive vergonha, depois me culpei, tive revolta, mas hoje consigo falar sobre a doença de meu filho.”

“Diante do desespero ficamos doentes e descontroladas, na agonia de de não saber o que fazer.”

“Para comprar droga, minha filha me roubou e roubou nas ruas.Ela se prostituía! Imagine, nossa vergonha e sofrimento. Minha filha dependente de maconha e de outras drogas morreu na rua. O corpo foi levado para o IML de São Paulo. Seu rosto era apenas uma massa de hematomas. Até hoje, eu ainda não me recuperei.”

MÃES QUE DEFENDEM a internação dos filhos dependentes e até internação involuntária para os que colocam em risco suas vidas e a de terceiros, casos, por exemplo, dos que estão em cracolândias, Defendemos, portanto, cumprimento das leis ,como a 13.840/2019, que garantem, de fato, recuperação para dependentes, ressocialização e assistência às famílias.

Hoje, no Brasil, o único programa que, de fato, trata com recuperação os dependentes de drogas é o da SECRETARIA NACIONAL DE CUIDADOS E PREVENÇÃO ÀS DROGAS, SENAPRED, DO MINISTÉRIO DA CIDADANIA, que garante 11 mil vagas gratuitas em comunidades terapêuticas credenciadas para tratar e recuperar dependentes de drogas no Brasil. Iniciativa exemplo para todas as secretarias no Brasil.

QUEM SOMOS?

REGINA TORTORELLI: desde 2000, Coordenadora da Regional Norte Paulistana da Federação de Amor-Exigente, que orienta três mil famílias, por mês, sobre dependência de drogas em reuniões semanais. REGINA tem a experiência de quem enfrentou e venceu a dependência de drogas de dois dos seus três filhos. “Foi uma guerra diária, que eu e meu marido, Miguel, enfrentamos juntos na dificílima luta contra os traficantes. Meus filhos estão em recuperação, moram na nossa casa. Nossa família está novamente unida.”

IZILDA ALVES – Coordenadora de 2002 a 2014 da campanha Jovem Pan Pela Vida, Contra as Drogas, que atendeu solicitações de 39 cidades de São Paulo e vencedora de 27 prêmios. Campanha que virou livro: “Guerra pela Vida- a Campanha da Jovem Pan Pela Vida, Contra as Drogas”, do Instituto Jovem Pan. Atualmente, Editora do site Diário Antidrogas.

EM NOME DAS FAMÍLIAS, AGRADECEMOS A ATENÇÃO .

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