“Dia das Mães? Comemorar o quê?”, choram mães de dependentes no Brasil das cracolândias

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Foto :Carlos Torres

Domingo, 8 de maio, será mais um dia de imensa tristeza e vazio nas casas de mães que moram em cidades onde o sofrimento devastador- perder filhos para as drogas – é ignorado por prefeitos, governadores, vereadores e deputados.

Inúmeros depoimentos no movimento “MÃES UNIDAS”, revelam a desumana realidade nesses municípios e estados que IGNORAM AS GRAVÍSSIMAS CONSEQUÊNCIAS de manterem cracolândias e de não terem, em suas redes de saúde, tratamento com recuperação para esses doentes graves.

Motivos da criação do“MÃES UNIDAS”, em março, por Roberto e Renata Brunelli, da FEBRACI e que reúne mães de dependentes de drogas em risco no Distrito Federal e em 12 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Alagoas, Ceará, Pará e Roraima.

Renata Brunelli, Presidente da FEBRACI-Federação Brasileira das Clínicas Especializadas em Dependência Química, explica:

“O objetivo do MÃES UNIDAS é obrigar prefeitos cumprirem nos hospitais de seus municípios a lei federal 13.840/2019, que autoriza a Internação Involuntária de dependentes que colocam em risco suas vidas e a de terceiros, sem necessidade de ordem judicial, mas determinada por psiquiatra especializado em dependência de drogas.”

Roberto Brunelli, fundador da FEBRACI, alerta:

“O não cumprimento da lei federal 13.840/2019 pelos hospitais públicos no país, deixam sem tratamento com recuperação dependentes em cracolândias de 85% das cidades brasileiras, doentes graves que colocam em risco suas famílias e terceiros em seus municípios.” Brunelli cita números da Confederação Nacional dos Municípios, que denuncia em sua página Observatório do Crack: “85% dos municípios brasileiros têm cracolândias”.

O dia em que político sentir COMO PAI o que significa ter filho doente é possível que entenda como é a dor devastadora dessas mães que estão perdendo filhos por dependência de drogas. E, quem sabe, acordem para a NECESSIDADE URGENTE de ter na rede pública de saúde tratamento com internação até involuntária para salvar vidas.

Mas para isso é necessário ser solidário, portanto, se identificar com o sofrimento do outro, cumprindo a a lei federal 13.840/2019 e as recomendações do Conselho Federal de Medicina.

Seria, de fato, senhores prefeitos e governadores, o melhor presente para todas as mães que atravessam um calvário sem fim .

Mais do que isso: seria prova pública, NESTE ANO DE ELEIÇÕES, que , de fato, em sua cidade SEU PARTIDO respeita as famílias, que são os eleitores e contribuintes que pagam impostos para manter o governo.

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