“Casa do Menor São Miguel Arcanjo”, exemplo ao país no combate às tragédias causadas por cracolândias

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Salvar meninos de rua da violência e das drogas é realidade na “Casa do Menor São Miguel Arcanjo”, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense,cidade marcada pela violência do tráfico de drogas e do Esquadrão da Morte, com assassinatos de adolescentes, no Rio de Janeiro.

Iniciativa inédita no Brasil do Padre Renato Chiera e de Lúcia Inês Cardoso da Silva, que virou tema do filme de  Luca Ammendola,“Dear Child”, premiado em festival da Itália como “Best Film Unicef 2021” . “DEAR CHILD” foi exibido no Brasil e nos Estados Unidos. E a “CASA DO MENOR SÃO MIGUEL ARCANJO” ganhou reconhecimento internacional e se tornou exemplo para TODAS AS CIDADES NO BRASIL de como superar tragédias causadas pelo tráfico de drogas.

Lúcia Inês Cardoso da Silva

“ACOLHER E TRANSFORMAR a vida de milhares de jovens carentes pelo Brasil, oferecendo a cada um a oportunidade de escrever uma nova história longe da criminalidade”, é a definição do Padre Chiera para a CASA DO MENOR SÃO MIGUEL ARCANJO.

Exemplo para o Brasil, que recebe investimentos da SECRETARIA NACIONAL DE CUIDADOS E PREVENÇÃO ÀS DROGAS, DO MINISTÉRIO DA CIDADANIA, APOIO DA IGREJA CATÓLICA, APOIO DOS MORADORES E COMERCIANTES DE NOVA IGUAÇU, DE ORGANIZAÇÕES FILANTRÓPICAS E DE VOLUNTÁRIOS EM TODO O MUNDO.

Padre Renato Chiera com o Papa Francisco, no Vaticano

OS RESULTADOS REFORÇAM A FAMA: A CASA DO MENOR SÃO MIGUEL ARCANJO JÁ SALVOU MAIS DE 100 MIL VIDAS,revela documento entregue, em maio, pelo padre Chiera ao Papa Francisco, no Vaticano.

Também a Presidente da CASA DO MENOR SÃO MIGUEL ARCANJO,Lúcia Inês Cardoso da Silva, comemora os resultados: “O principal objetivo é despertar os sonhos de uma juventude que não tem oportunidade nenhuma”. Declaração na quinta-feira, durante a formatura de MIL JOVENS em cursos profissionalizantes mantidos pela entidade. Três mil familiares- pais, mães, avós, avôs, tios e tias – lotaram o Centro Cultural, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.“É um momento de muita alegria, onde nós podemos reforçar os sonhos desses jovens.Então, quando apresenta uma oportunidade de uma profissionalização, de uma formação e que eles conseguem chegar até o final e receber o certificado é um momento fantástico.”

História que começou, em 1982, quando o padre Chiera ao chegar à casa paroquial encontrou jogado na garagem, jovem ferido, sangrando e fugindo da polícia. Era um dependente de droga, que estava devendo para traficantes, portanto jurado de morte. O padre acolheu, cuidou e tratou. Mas o jovem foi assassinado e deixado na porta da casa paroquial. TRÊS ANOS DEPOIS, em 1985 outro adolescente marcado para morrer, procurou o padre Chiera e suplicou: : “Eu não quero morrer!! O Esquadrão da Morte já assassinou 36 jovens e eu estou nesta lista dos 40. Eu não quero morrer, padre!!!! VOCÊ NÃO VAI FAZER NADA?” O apelo foi ao padre Renato Chiera, em 7 de fevereiro de 1985, em Nova Iguaçu.“Mas eu não gostava de orfanato. Queria dar família, futuro, busquei ajuda e criei a Casa do Menor São Miguel Arcanjo.”

CASA DO MENOR SÃO MIGUEL ARCANJO QUE NASCEU COM A MISSÃO DE “ir ao encontro de crianças, adolescentes, jovens e suas famílias em situação de risco e atender com programas de acolhimento e desenvolvimento comunitário, visando inclusão e protagonismo, realizando:

  • -ACOLHIMENTO ESPECIALIZADO DE ADOLESCENTES USUÁRIOS DE DROGAS;
  • -ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DEFICIENTES;
  • -ACOLHIMENTO NA CASA LARES, COM CULTURA, ESPORTE, LAZER, CRECHE E PRÉ-ESCOLA;
  • -PROFISSIONALIZAÇÃO E INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO.

A PRIMEIRA CASA DO MENOR SÃO MIGUEL ARCANJO FOI Tinguá, bairro de Nova Iguaçu. Depois, Guaratiba, Rosa dos Ventos, Vila Claudia e Shangri-lá.

Como celebra Padre Chiera, “temos tantas histórias para contar, tantas coisas bonitas, tanto sofrimento, mas também tantos sucessos e tantas vidas salvas.. A Casa do Menor é a família que cura, porque o amor cura. Nós temos tantos sofrimentos, tantas carências, tantas feridas na nossa juventude por falta desse útero família, desse útero comunitário. Nossos espaços são a alegria de viver. Quando a pessoa se sente amada, começa a existir. Nós ajudamos as pessoas a descobrirem que têm uma missão no mundo“.

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