“Metrópole em foco contra as drogas”com o dr.Pablo Roig alertando:parar o tratamento é risco a recaída

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‘METRÓPOLE EM FOCO CONTRA AS DROGAS” é programa que apresento com o doutor PABLO ROIG, às terças e quintas-feiras, às 8h30m, no programa de Pedro Nastri -“METRÓPOLE EM FOCO” – na Rádio Trianon Am 740.

“Já tô bom!”, dizem dependentes a familiares para convencê-los a interromper o tratamento. Mas no tratamento de doença , quem decide sobre a alta é o médico, ensina o psiquiatra Pablo Roig, que recupera dependentes desde 1985 , em São Paulo, em sua clínica Greenwood, onde estão internados dependentes do Brasil, dos Estados Unidos, de Portugal, da China, do Líbano, da Argentina e do Paraguai. O dr. Pablo Roig ensina:

”Quando eles entram num tratamento sério, que requer abstinência como forma de reabilitação,eles passam por uma situação caótica. É um caos para eles. Depois, esse caos se transforma em cosmos, em organização, mas para isso é preciso ter tempo. E tem que ter um trabalho muito importante com esquemas multidisciplinares, abordagens múltiplas, com tempo, com diferentes profissionais que agem nas diferentes áreas dos pacientes. Isso é muito doído. E, no começo é muito difícil, porque inclusive O CÉREBRO DELES NÃO ESTÁ PRONTO PARA PENSAR A VIDA DE UMA MANEIRA QUE NÃO SEJA IMEDIATISTA. AQUI E AGORA. NÃO EXISTE PASSADO, NÃO EXISTE FUTURO.EU VIVO O PRESENTE. ISSO É MUITO DIFÍCIL. Demora para começar a se organizar o cérebro, demora aproximadamente uns 4, 5 meses. E aí eles começam a entender, e podemos começar a trabalhar o esquema valorativo, as prioridades, as reações familiares, por isso sempre incluímos as famílias no tratamento,porque a FAMÍLIA ADOECE JUNTO COM O PACIENTE. Tudo isso leva tempo. Nesse tempo, tem que ter tolerância à frustração,tem que saber que eles vão se frustrar no início do tratamento para ter uma vida melhor. Tudo dá trabalho. E esse tratamento dá muito trabalho.ENTÃO, ÁS VEZES, AS PESSOAS ENTRAM NAQUILO QUE SE CHAMA SÍNDROME DO JÁ TÔ BOM. JÁ TÔ BOM, ENTENDI, E, NA VERDADE, ISSO NÃO É SUFICIENTE. OS TRATAMENTOS TÊM UM COMEÇO, UM MEIO E UM FIM. COMEÇA COM O RECONHECIMENTO DA DOENÇA, CONTINUA COM MODIFICAÇÕES VALORATIVAS E PRIORIDADES, RELACIONAMENTOS FAMILIARES E TERMINA NA RESSOCIALIZAÇÃO.”

Internação significa sair recuperado, com mudanças na vida do dependente e na de sua família, explica o doutor Pablo ROIG, CRM 24968:

“O tratamento de alta complexidade como nós oferecemos, se tem, no mínimo , 70%, 75% de reabilitação COM AQUELES QUE CHEGAM AO FINAL DO TRATAMENTO. AQUELES QUE INTERROMPEM O TRATAMENTO TEM GRANDE CHANCE DE RECAIR.UMA ESTATÍSTICA QUE FIZEMOS EM NOSSA CLÍNICA MOSTRA QUE, ACOMPANHAMENTO POR CINCO ANOS, QUE OS QUE TERMINARAM O TRATAMENTO, APÓS CINCO ANOS, CONTINUAVAM EM ABSTINÊNCIA, PORTANTO, SE REABILITADO, 87.5%.. ENQUANTO QUE OS QUE INTERROMPERAM O TRATAMENTO, 80% TINHAM RECAÍDO. PORTANTO, A IMPORTÂNCIA DE DAR O TEMPO NECESSÁRIO AO TRATAMENTO. E QUEM SABE O TEMPO NECESSÁRIO É A EQUIPE QUE ESTÁ TRABALHANDO COM O PACIENTE. ENTÃO, EU SEMPRE RECOMENDO ÀS FAMÍLIAS QUE FALEM PARA O PACIENTE QUE É UMA DOENÇA E NAS DOENÇAS QUEM DÁ ALTA É O MÉDICO. ENTÃO, TEM DE SEGUIR AS INDICAÇÕES DO MÉDICO.”

Por amor, mães e esposas de dependentes podem colocar em risco o tratamento, quando defendem interromper a internação, esquecendo ser doença com risco de recaída. A advertência é do psiquiatra Pablo Roig, que recupera dependentes há 45 anos, com especialização na Argentina, no Canadá e no Brasil:

As famílias, às vezes, se atribuem a função de dizer que o paciente está bom. Essa é uma função médica. É uma doença. O médico é que define isso aí. Por isso eu sempre recomendo às famílias: quem dá alta, é o médico. É curioso porque as famílias que conviveram com a doença por 20 anos dizem ‘eu conheço o meu filho, eu sei o que é bom pra ele’. Se soubessem o que é bom para ele não estaria convivendo com essa doença por 20 anos. Então, tem de dar a chance de o tratamento ajudar esse paciente a sair dessa vida de perdas permanentes e começar uma vida produtiva. E as equipes que nós montamos são equipes muito treinadas, como a psicóloga Helena Parolari, que trabalha comigo há 35 anos! Os outros profissionais que trabalham conosco, a maioria tem entre 15 e 20 anos na clínica. Então, são pessoas que aprenderam a lidar com a doença, aprenderam a entender uma doença. E A FAMÍLIA, VEZES, SE COLOCA NA POSIÇÃO DE DEFINIR QUANDO e COMO O PACIENTE TEM DE SER TRATADO. ISSO É UM FATOR DE RECAÍDA.”

No tratamento, explica o psiquiatra Pablo Roig, os dependentes aprendem que NÃO EXISTE USO CONTROLADO DE DROGA E QUE BEBIDA ALCOÓLICA CAUSA RECAÍDA, PORTANTO, IMPORTANTE FAMÍLIAS DE DEPENDENTES ENTENDEREM:

“A maioria das recaída começa com a pessoa dizendo: meu problema não é o álcool, eu tenho capacidade de tomar uma cervejinha, um uisquinho, sempre usando o diminutivo. Dizem que o problema é dependência a qualquer droga psicotóxica. E A BEBIDA ALCOÓLICA É ALTAMENTE INDUTOR NAS RECAÍDAS E COM OUTRAS DROGAS. O USO DE ÁLCOOL JÁ É UMA RECAÍDA E FACILITA QUE SE USE OUTRAS DROGAS TAMBÉM. OS RISCOS SÃO QUE ESSA PESSOA VOLTE A TER CONTATO COM ELEMENTOS DESTRUTIVOS, O USO DE DROGA JÁ É DESTRUTIVO. MAS OS GRUPOS DE USO DE DROGA JÁ SÃO DESTRUTIVOS, ALTAMENTE PERIGOSOS. E outra coisa perigosa é a interação de drogas ,porque passam a usar seus cérebros como se fossem laboratórios de experiências. Então, vão colocando no cérebro qualquer tipo de droga e a interação das drogas não é definida claramente por uma droga mas sim quando duas drogas se combinam, a gente não sabe o que pode acontecer, porque aí existe a potencialização da droga. E potencializar não é somar, é risco. Porque pode se ter quadros muito complicados, onde a própria toxicidade da droga pode se transformar num elemento que pode levar o paciente à morte. Mas, além do mais, outras patologias psiquiátricas, que são facilitadas pelas drogas podem se manifestar E NA RECAÍDA TÊM MAIS UM ELEMENTO, QUE É O DA FRUSTRAÇÃO E AUMENTO DA DEPRESSÃO PELO FRACASSO DE ENTENDER QUE ELE TEM UMA LIMITAÇÃO, QUE TEM UMA DOENÇA.”

EXPLICAÇÕES E ADVERTÊNCIAS DO PSIQUIATRA REFERÊNCIA NO TRATAMENTO DE DEPENDENTES DE DROGAS NO BRASIL, MÉDICO PABLO ROIG, FUNDADOR E DIRETOR DA CLÍNICA GREENWOOD, EM SÃO PAULO.

Clínica Greenwood— Av. Brig. Luiz Antônio, 4148
Jd. Paulista – São Paulo/SP
TELEFONE: (
11) 5627-6960

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